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Autismo: desafios e responsabilidade social
Assessoria de Imprensa - CMM 01/04/2025

O médico da família e coordenador do Espaço Anjo da Guarda, Fernando Ben Hur de Melo, usou a tribuna, na sessão ordinária desta terça-feira (1º), para falar sobre desafios e responsabilidade social sobre o autismo. O convite foi do vereador Odair Fogueteiro. Nesta semana é celebrado o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo (2 de abril).


O convidado lembrou que a data convoca a população a um compromisso coletivo para compreender o Transtornos do Espectro Autista (TEA), não apenas como uma condição clínica, mas como um convite ético e social. “Um chamado para reavaliarmos profundamente os valores que estruturam nossa convivência, nossos sistemas de ensino, saúde, trabalho e cidadania”, acrescentou.


O médico apresentou as condições do TEA caracterizadas por algum grau de alteração do comportamento social, comunicação e linguagem, e por um repertório restrito, estereotipado e repetitivo de interesses e atividades, enfatizando as particularidades dos indivíduos.


“Para além dessa definição técnica, o autismo nos apresenta uma outra maneira de ser, de perceber o mundo e de construir relações. Cada pessoa com autismo é única e é justamente essa diversidade que nos convida a nos ampliar nossa visão sobre o que é ser normal, o que é ser funcional e, sobretudo, o que é ser valioso em um ser humano”, ressaltou Melo.


Os desafios do transtorno também foram lembrados pelo médico, como a dificuldade do diagnóstico, o acesso a terapias eficazes e o diagnóstico tardio. “Crianças que poderiam desenvolver seu potencial, seguem à margem, muitas vezes pela ausência de políticas públicas integradas e efetivas. Intervenções precoces baseadas em evidência, como Análise do Comportamento Aplicada e o Modelo Denver são capazes de alterar significativamente o prognóstico, promovendo avanços em linguagem, habilidades sociais e autonomia”.


Melo destacou ainda que além da técnica é preciso sensibilidade social e que o autismo “nos obriga a rever nosso modelo de convivência”.

"Revela o quanto ainda estamos presos a um paradigma social que valoriza a normalização, a produtividade e a competição em detrimento da escuta, da empatia e da cooperação”, afirmou.


Por fim, o médico enfatizou que o autismo é um convite à transformação, para reflexão que tipo de sociedade queremos ter, pois uma sociedade que acolhe a neurodiversidade é menos violenta, excludente e mais empática.


“A inclusão não é um favor, nem um luxo, é uma responsabilidade ética, social e constitucional. Que este 2 de abril marque nesta Casa Legislativa o fortalecimento do compromisso: o de fazer da inclusão um valor estruturante de todas as políticas públicas, porque no fim, a inclusão de um, é a vitória de todos”.


Sertanejo Sinfônico

Quem também fez uso da tribuna na sessão ordinária desta terça-feira (1º) foi o cantor Wagner Barreto. O músico convidou a comunidade para assistir o espetáculo, com entrada gratuita, “Sertanejo Sinfônico” na sexta-feira (4), as 20h30, no Teatro Calil Haddad. O evento será uma viagem pela história do sertanejo de 1950 a 2010 e é uma realização do Ministério da Cultura.


Sessão Ordinária - 01/04/2025
O médico da família e coordenador do Espaço Anjo da Guarda, Fernando Ben Hur de Melo, usou a tribuna, na sessão ordinária desta terça-feira (1º)
O médico da família e coordenador do Espaço Anjo da Guarda, Fernando Ben Hur de Melo, usou a tribuna, na sessão ordinária desta terça-feira (1º)