A representante do Sindicato dos Trabalhadores das Empresas de Água, Esgoto e Saneamento, Vera Lúcia Pedroso Nogueira, usou a tribuna na sessão ordinária desta quinta-feira (3) e destacou o papel do controle social para a preservação dos recursos hídricos.
A participação de Vera Lúcia na sessão foi uma iniciativa do vereador Mário Verri e é alusiva ao Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março.
Segundo Vera Lúcia, as mineradoras e a produção agrícola -o agronegócio- controlam a maior parte da água disponível, superficiais e subterrâneas no mundo, sendo o consumo humano e doméstico infinitamente menor.
“Há fragilidades nos instrumentos de outorgas estaduais e federais, no acompanhamento e na fiscalização. Essas autorizações são autodeclaratórias e com a subnotificação não é possível saber a real necessidade que os produtores têm da água”, acrescentou.
Segundo a representante, as privatizações das empresas públicas de saneamento têm como consequências “o aumento abusivo de tarifas e à exclusão das pessoas mais pobres que vivem nas comunidades, nos morros, nas áreas rurais e nos quilombos”.
“Por sua vez o BNDES que deveria cumprir com papel de indutor do desenvolvimento social e econômico, e ajudar a fortalecer as empresas públicas de saneamento, vem servindo aos interesses do setor privado”, afirmou.
Vera Lúcia ressaltou a importância da mobilização social e convocou a população a se mobilizar. “Fazemos um chamamento para que todas e todos, comprometidas e comprometidos com a defesa do saneamento público e com a garantia da universalização do acesso se mobilizem para exigir mudanças nas políticas públicas que enfraquecem os predadores públicos e fortalecem os agentes de mercado, transformando a água em mercadoria. O saneamento precisa ser visto como política pública social e não política pública de mercado”.