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LEGISLATIVO EM MIÚDOS: Quando a seriedade cede lugar ao inesperado
Assessoria de Imprensa - CMM 25/03/2026

É público e notório que o ambiente político é fonte inesgotável de notícias e o desmembramento delas, muitas vezes, chega a ser cômico.


Em 73 anos de existência, a Câmara de Maringá foi palco de episódios conhecidos, nacionalmente, por meio das redes de rádio e TV numa época em que ainda não existiam as redes sociais.


Entre 1999 e 2000, era comum a presença de manifestantes no prédio do Legislativo criticando a postura dos vereadores. Uma vez, eles lavaram a calçada da Câmara em protesto, alegando falta de transparência e “sujeira” em meio às decisões. 


“Nunca houve quebra-quebra ou violência porque ao menor sinal de tumulto um grupo de servidores e assessores se incumbia da segurança. O máximo que fizemos foi correr atrás de alguns deles até o Fórum”, comentou Luiz Carlos Barbosa, servidor da Casa há quase 30 anos.


Em outra ocasião, esses mesmos manifestantes realizaram um enterro simbólico, em frente ao prédio da Câmara. Trouxeram um caixão verdadeiro onde colaram folhas sulfite com o nome dos vereadores, cercado por velas, faixas e cartazes.


Eram situações que atraíam a imprensa e muitos curiosos. Se fossem hoje, certamente, seriam transmitidas ao vivo pelo Instagram e renderiam postagens no Tik Tok.


Outro fato curioso aconteceu em 2011. Durante uma sessão ordinária da Câmara de Maringá, o vereador John Alves arrancou a camiseta que vestia para impedir a votação de uma emenda ao projeto que proibia a construção de casas geminadas na cidade. 

A Casa julgou a atitude como falta de decoro e o puniu com a suspensão das atividades legislativas por 10 dias, com desconto no subsídio.


Mais do que meras lembranças, esses episódios provam que a Câmara de Maringá é “viva”, ou seja, um espaço público, utilizado por pessoas de diferentes idades, classes sociais, que trabalham ou frequentam a Casa para alcançar objetivos particulares ou coletivos. É um “habitat” que representa a sociedade da qual faz parte e, portanto, é um espelho do que nós somos.